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Um final de semana "carioca"...

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Final de semana passado estive no Rio de Janeiro. Juntamente com minha namorada Priscila, o tio dela José Eduardo e nossa amiga Juliane, fomos sábado ao Maracanã. O estádio de fato é enorme, até que tava cheio, uma certa desordem para a entrada (você compra ingresso antes pela Internet - pra evitar fila - e pega uma fila enorme para pegar os ingressos de verdade? “show de buela” como dizem alguns…). E viva o Brasil, pelo menos vamos ver a seleção sub 17 detonar em seu terceiro jogo (vinha de um 3x0 e 4x0 nos jogos anteriores).

Valeu a pena mesmo pelas fotos do Maracanã, pela ola, por presenciar num curto período a torcida passando dos gritos de “Brasil, Brasil!” para “Timinho” ou a paródia da canção da Ivete Sangalo “Vergonha, Vergonha, time sem vergonha”.

O segundo tempo foi uma das mais patéticas apresentações de futebol já vistas por parte de um conjunto de indivíduos considerados uma seleção brasileira.

“Ah, mas era a seleção sub 17”… a bolinha jogada e a máscara é que foram abaixo de qualquer coisa quantificável (perdendo de 3x1, os caras querendo fazer graça de passar pé por cima da bola, toque de calcanhar…). No fim, 4x2 para o Equador e o Brasil fora da disputa por medalhas (podiam ter colocado a seleção feminina pra jogar nos finais de semana, né?). Ah! Também teve torcida gritando “Marta, Marta!”.

Bom, passado o momento comédia, saímos de um canto do Rio de Janeiro e fomos para outro. Do Maracanã, passamos pelo Grajaú (malas ficaram na casa da madrinha da Priscila), fomos para Jacarepaguá. Depois de carona da avó da Pri, chegamos ao autódromo onde foram construídos o Parque Aquático Maria Lenk e a Arena do Rio.

Como não havia jogo envolvendo o Brasil, não havia aquele alvoroço todo verificado à tarde. No jogo de basquete entre EUA e Argentina, teve um pessoal que até tentou torcer para as hermanas (“vamos vamos, argentina, vamos vamos a ganar”). Mas com vááárias chances desperdiçadas, dignas daqueles lances que só se vê em educação física na escola, o que se viu foi um passeio das que alguns dias depois viriam a ganhar a medalha de ouro. Ainda teve Canadá x Jamaica, que vimos até a metade (tempo suficiente para aparecer na Sportv 2 hehehe).

Hora de ir embora. Depois de algumas fotos dos prédios, vamos esperar pelo ônibus. Bom seria se algum dos n fiscais, policiais, voluntários e mais os sei lá o que presentes pudessem dar algum tipo de informação precisa quanto ao transporte das instalações esportivas para os bairros…

Domingão rolou o popular “passeio no calçadão” de Copacabana. Visita rápida à lojinha do Pan, fuga desesperada por causa dos preços, bateria da Portela tocando na praia, etc.

Depois disso, um “pequeno” passeio pela orla (andamos até o aeroporto Santos Dumont)…


Vimos velas competindo na Baía de Guanabara e o fim da marcha atlética no Aterro do Flamengo. Na Marina da Glória só vimos os barcos saindo da água mas ainda assim tivemos tempo de sem querer furarmos o esquema de segurança do lugar (sem mais detalhes, por uma questão de segurança nacional). Depois disso, estrada de volta para Pindamonhangaba.


Conclusão (mania de engenheiro, depois de 5 anos fazendo relatórios…. :-P )

Quanto a cidade do Rio de Janeiro, mais uma vez tive a impressão de que tratam-se de duas cidades sob o mesmo nome: uma que fica beirando o mar, com paisagens de cartão postal, prédios bonitos, e todo aquele blablabla comum de novela; outra que fica um pouco mais distante do mar (alguns quarteirões), com uma quantidade assustadora de sujeira e pichações espalhadas pelas ruas e muros, prédios antigos mal conservados, etc. (Note que não coloquei as favelas pois isso tem nas duas partes).

Quanto ao Pan…. ficaram muito legais as novas instalações esportivas, as reformas do complexo do Maracanã, os ingressos não eram caros… mas para sediar eventos desse tipo não basta só isso (arrisco até a dizer que essa parte “é fácil”). Apesar de existirem linhas especiais de ônibus para atender ao Pan, falta treinamento (ou vontade) dos que estão ali para dar informação, filas, filas…. Além disso, tem o fator alimentação: o Bobs, que detém o direito de explorar as lanchonetes nos eventos, não oferecia suco entre as opções de bebidas (Priscila não toma refrigerante, não quis pagar 2,50 por água e muito menos 4,50 por gatorade). Para comer, havia um lanche dito natural que nem lembro o preço e um cachorro quente que parecia uma piada de mal gosto por 3,50:

Pelo menos na Arena não vi sinal do tal “Bob Pan”, que é o hamburguer especial dos Jogos.

Enfim, a viagem valeu pelo certo grau de aventura (ônibus da ida parecia uma montanha russa pela falta de amortecedor), pelas companhias, loucura, improviso, mudança na rotina, conhecer lugares e pessoas diferentes, presenciar esse tipo de evento que sabe-se lá quando poderemos ver novamente (Copa em 2014?)… mas ficou a impressão de que se realmente querem que o Brasil receba uma Olimpíada, ou mesmo a Copa do Mundo, ainda tem MUITA, mas MUITA coisa básica mesmo que precisa ser arrumada antes (imagine o monte de gente a mais que viria para uma Olimpíada e não teria outra forma de chegar à rodoviária ou aos aeroportos além do busão ou dos táxis?)

PS: Não tem fotos das pessoas envolvidas. Uma porque não gosto de colocar fotos minhas, outra porque ainda não obtive a autorização dos demais :-) .

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